Nossa Senhora Rosa Mística - Itália

Por Equipe LeiaMe em 06-Jul-09 16:48

Aparições em 1947

Pierina Gilli encontrava-se num quarto do hospital onde trabalhava, quando teve uma visão de uma belíssima Senhora vestida com uma túnica púrpura e com um véu branco cobrindo-lhe a cabeça. Em seu peito estavam encravadas três espadas e seu celestial rosto tinha feições muito tristes. Ela chorava e disse:

“Oração, sacrifício, penitência.”

Primeira aparição - 24 de novembro de 1946

Santa Maria Crucifixa Di Rosa, que teve uma participação importante na preparação de Pierina para o início das aparições de Nossa Senhora Rosa Mística, explicou-lhe que a Virgem Maria estava pedindo orações, sacrifícios e penitências para reparar os pecados das almas consagradas a Deus:

Orações por aquelas almas que traíram suas vocações;
Sacrifícios para reparação dos pecados mortais dessas almas;
Penitência para reparar a traição dos Sacerdotes que se tornaram indignos de exercer seu ministério.

Na segunda aparição a Virgem apresenta-se de branco e em lugar das três espadas traz no peito três rosas: uma branca, uma vermelha e outra amarela, com reflexos dourados. Apesar de ter certeza de estar diante de Nossa Senhora, Pierina perguntou: ‘Por favor, quem és tu?’ Nossa Senhora respondeu-lhe:

“Sou a Mãe de Jesus e de todos vós”.

“O Senhor envia-me a fim de promover uma devoção Mariana mais eficaz entre os institutos e congregações religiosos, masculinos e femininos, e entre todos os sacerdotes. Prometo a todos, os que me honrarem mais, a minha proteção, o florir de vocações, menos apostasias e sumo desejo de santidade nos ministros de Deus. Desejo que o dia treze de cada mês seja considerado como dia mariano a consagrar a preces especiais que se hão de iniciar doze dias antes”.

“Este dia deve ser de reparação pelas ofensas que as pessoas consagradas cometeram contra o Senhor Jesus. Os seus pecados fazem penetrar no meu Coração, e no Coração do meu Divino Filho, três agudas espadas.”

“Neste dia eu farei descer, sobre os institutos ou congregações religiosas que me honrarem, muitas graças e santidade de vocações. Este dia seja santificado com orações especiais como a Santa Missa, a Santa Comunhão, o Rosário e a Hora Santa.”

Em seguida, Nossa Senhora disse:

“Desejo que o dia 13 de julho de cada ano seja festejado por todos os institutos, e é necessário que em todas as congregações ou institutos religiosos existam pessoas que vivam em espírito de oração para obter a graça de que nenhuma vocação seja traída.”

Neste momento, a rosa branca sobre seu peito parecia brilhar com maior intensidade, como para confirmar o seu significado. Depois de um instante de silêncio, sempre firme em sua atitude, Nossa Senhora continuou:

“Desejo também que existam outras pessoas que vivam com generosidade e amor, aceitando os sacrifícios, as provações, as humilhações para reparar as ofensas que Nosso Senhor recebe das pessoas consagradas que vivem em pecado mortal.”

Neste momento, a rosa vermelha parecia brilhar mais, para confirmar seu significado. Em seguida, Nossa Senhora ficou um instante em silêncio e, depois, disse:

“Desejo ainda que outras pessoas imolem suas vidas para reparar as traições recebidas por Nosso Senhor por causa dos sacerdotes-judas.”

Neste momento, a rosa amarelo-ouro possuía maior brilho.

“A imolação dessas pessoas obterá do meu coração maternal a santificação desses ministros de Deus e muitas graças sobre suas congregações. Desejo que esta minha devoção seja estendida a todos os Institutos Religiosos.”

Pierina pediu à Senhora, em nome da Madre Superiora, um milagre externo para testemunhar a sua vinda.  Nossa Senhora respondeu:

“O milagre mais evidente sucederá quando as almas consagradas, cujo espírito se relaxou, sobretudo na última guerra, com os seus graves castigos e perseguições, puserem termo às contínuas ofensas ao Senhor, regressando ao espírito primitivo dos Santos Fundadores”

Segunda Aparição - 13 de julho de 1947

A terceira aparição ocorreu na capela do hospital de Montechiari, durante a celebração eucarística:

“Coloco-me, qual medianeira, entre os homens e, em particular, entre as almas dos religiosos e o meu Divino Filho. Ele está cheio de tristeza com as ofensas que recebe diariamente e quer dar curso à sua justiça”.

“Vive de amor”.

Terceira Aparição: 22 de Outubro de 1947

 

Na quarta aparição, Nossa Senhora repetiu a admoestação anterior, dizendo que o seu Divino Filho estava sobremaneira exacerbado com as grandes ofensas que recebe dos homens e com os pecados contra a santa pureza. Após ligeira pausa, continuou:

“Ele está para enviar um dilúvio de castigos…” 

“Intervim para implorar ainda a misericórdia e, em reparação, rogo oração e penitência”.

Pierina acenava com a cabeça. Depois a Senhora retomou a palavra e insistiu em recomendar vivamente aos sacerdotes que se empenhassem em combater, o mais possível, as faltas contra a pureza.

“Eu encherei de graça os que repararem estes pecados”.

Pierina, então, ousou perguntar: “Seremos perdoados?” E a Virgem, em resposta:

“Sim, contanto que se combata em toda a parte o pecado da impureza”

Quarta Aparição: 16 de Novembro de 1947

Na quinta aparição, Nossa Senhora pediu que Pierina desenhasse com a língua quatro pequenas cruzes sobre as lajes do pavimento, no meio da catedral e, precisamente, sob a cúpula. Depois, Ela veio se colocar sobre as cruzes, pronunciando estas palavras:

“Desci a este lugar sagrado, onde acontecerão grandes coisas”.

“Os cristãos do teu país são os que, agora, mais ofendem o Senhor com os pecados contra a santa pureza”.

“Por isso, o Senhor pede orações, generosidade no sacrifício e penitência”.

Então Pierina disse: “Que devemos fazer para executar as vossas ordens?” E a resposta foi:

“Aceitai diariamente todas as pequenas cruzes e os trabalhos em sinal de penitência”.

A Virgem, retomando toda a expressão da sua realeza, disse:

“No dia 8 de Dezembro, pelo meio dia voltarei aqui à igreja, onde será a Hora da Graça”.

E Pierina interrogou: “Que significa Hora da Graça?”

“Conversões em massa”.

“Almas endurecidas, gélidas como o mármore, serão tocadas pela graça divina, tornando-se fiéis ao Senhor e apaixonadas por Ele”.

Foi esta a única vez que a Senhora avisou Pierina da Sua próxima vinda, enquanto que, das outras vezes, se tratou sempre de aparições inesperadas.

Quinta Aparição: 22 de Novembro de 1947

Na sexta aparição, Nossa Senhora estava envolta num alvo manto, que, a um e outro lado, sustinham um menino e uma menina, vestidos de branco, o menino à direita com uma fita branca cingindo-lhe a testa. A menina à esquerda, também estava vestida de branco e com a fita cingindo-lhe a testa e a cabeça. Ambos tinham vestes compridas. Pierina pensou que aquelas crianças fossem dois anjinhos, por serem tão belas.

“Amanhã mostrarei meu Imaculado Coração que é tão pouco conhecido pelos homens. Esta aparição será dedicada à santificação dos Religiosos”.

“Em Fátima desejei propagar a devoção da Consagração ao meu Coração Imaculado”.

“Em Bonate procurei inculcar esta devoção nas famílias cristãs”.

“Em Montichiari desejo, porém, que a devoção já indicada, à Rosa Mística, unida à do meu Coração, se aprofunde e propague nos Institutos religiosos, a fim de que as almas consagradas possam atrair do meu Coração materno graças mais abundantes”.

Pierina fez então a pergunta: “Quem são os meninos que tendes a Vosso lado?”

“São Jacinta e Francisco, respondeu a Virgem, e eles te acompanharão nas tribulações, pois que também eles, embora mais pequenos que tu, sofreram bastante. Eis o que eu te quero: bondade e simplicidade como as destas crianças”.

Como preparação para o evento do dia 08 de Dezembro, Nossa Senhora indicou o que deveria ser feito:

“Oração e Penitência. Rezem três vezes ao dia, todos os dias, o Salmo 50, “Miserere”, de braços abertos.”

Sexta Aparição: 7 de Dezembro de 1947

Na sétima aparição Nossa Senhora se apresentou no cimo de uma escadaria branca, enfeitada dos dois lados com rosas brancas, vermelhas e amarelas. Sorriu, enquanto dizia:

“Eu sou a Imaculada Conceição”.

Depois, baixando alguns degraus, ajuntou:

“Sou a Mãe da Graça, Mãe do meu Divino Filho Jesus Cristo”.

“Eu sou Maria, a Mãe da Igreja. Pela Igreja, pelo Santo Padre, pelos Sacerdotes e por todos os filhos desta Igreja, peço: oração, oração, oração, para que retorne aos corações o verdadeiro amor a Deus e a verdadeira caridade.”

Desceu mais alguns degraus, prosseguindo:

“Aqui, em Montichiari, quero ser chamada Rosa Mística. Desejo que todos os anos, no dia 8 de Dezembro, tenha lugar, ao meio dia, a Hora da Graça universal, com que se hão de obter numerosos favores para a alma a para o corpo”.

“Mesmo àqueles que não puderem ir às igrejas e permanecerem rezando em suas casas ao meio-dia, concederei muitas graças.”

“O Senhor, o meu Divino Filho, concederá grande misericórdia, contanto que os bons não deixem de orar pelos seus irmãos pecadores. Comunicai rapidamente ao Santo Padre da Igreja Católica, o Papa Pio XII, o meu desejo de que esta Hora da Graça se difunda a pratique em toda a terra. Os que não puderem ir à igreja obterão as graças desde que orem em suas casas. A quem orar e derramar lágrimas de arrependimento nesta igreja, ser-lhe-à indicada uma via segura para obter do meu Coração graça e valimento”.

Pierina relatou que Nossa Senhora abriu os braços e, ao realizar esse gesto, o manto se abriu. Em seu peito destacava-se o seu Coração e nele estavam cravadas as três rosas: branca, vermelha e amarela. Uma luz tão forte, irradiante e penetrante vinha daquele Coração que deixou Pierina deslumbrada e quase cega, a ponto de Nossa Senhora desaparecer de sua visão. A luz envolveu Pierina e penetrou em seu íntimo, fazendo-a transbordar de alegria e gritar com entusiasmo:

- Ó, Imaculado Coração de Maria!

Após esta manifestação de alegria, a luz vermelha que obscurecia a visão de Pierina começou a diminuir e lentamente ela pode recuperar a visão. Voltou a ver Nossa Senhora que, cheia de bondade e com voz muito calma, disse:

“Eis o Coração que tanto ama os homens, mas da maior parte deles é pago com ultrajes”.

“Quando os bons, como também os maus, se reunirem todos em oração, hão-de alcançar do meu Coração misericórdia e paz… Até agora os bons, graças à minha intercessão, obtiveram do Senhor um ato de misericórdia, que lhes valeu o ser afastado um grande flagelo”.

“Dentro de pouco há de o mundo conhecer a grandeza desta Hora da Graça”.

Pierina perguntou à Nossa Senhora como poderia transmitir aos Superiores eclesiásticos os seus pedidos. Nossa Senhora respondeu-lhe:

“Já falei aos corações dos filhos diletos. Incentiva-os a serem novamente mensageiros do meu amor, das minhas mensagens e da caridade. Sempre estou perto deles para fortificá-los com a graça do Senhor, mas diga que rezem ainda com mais amor, que se sacrifiquem e reparem.”

Pierina deu-se conta de que a Visão estava a desvanecer-se e disse: “Bela Senhora, obrigada; abençoai-me, abençoai a minha pátria, a Itália, o mundo inteiro, de forma especial o Santo Padre, os sacerdotes e religiosos e também os pecadores”. A Senhora retorquiu:

“Já está pronta a abundância de graças para todos os filhos que escutam a minha voz e tomam a peito as minhas súplicas”.

Com estas palavras a Visão desapareceu. Nesta aparição a Virgem confiou também a Pierina um segredo com a promessa de que voltaria para a avisar quando era chegada a hora de o levar ao conhecimento dos superiores eclesiásticos.

Sétima Aparição: 8 de dezembro de 1947