Aprovação da devoção a Nossa Senhora das Lágrimas

Nossa Senhora das Lágrimas

Trechos do prefácio de D. Francisco de Campos Barreto, no livro Glórias e Poder de Nossa Senhora das Lágrimas, publicado em 1934:

Se todas as mães, com muita razão, choram ao perder seus entes queridos, como negar que Maria haja chorado ao ver o seu Jesus, tão maltratado, morrendo como um criminoso na Cruz! Se Jesus, como obra divina, estava feito para amar e sofrer mais que os outros homens, o mesmo diremos do coração maternal de Maria, criado e afinado nas suas dores e no seu amor.

É por isso que, dando a Maria o título de Nossa Senhora das Lágrimas, entendemos gravar, na coroa de seus grandes privilégios e de seus méritos sem fim, a mais preciosa jóia, como símbolo mais expressivo de sua dor e de seu amor por Jesus e pelos homens. Maria vendo Jesus morto e desprezado, chorou para merecer a conversão dos pecadores e lhes abrir as portas do céu.

A dor e o amor de Maria não podiam ser uma fantasia, mas, sim, uma grande realidade, por isso todos os homens devem bendizer as lágrimas daquela que melhor ouviu, guardou e praticou a Palavra de Deus. Eis porque, com toda razão, somos obrigados a reconhecer mais esse título glorioso, com que honramos a criatura mais perfeita e mais santa que saiu das mãos de Deus.

Nossa Senhora das Lágrimas quer dizer Mãe de Misericórdia, dos que gemem e choram, mãe amorosa que se compadece de todos que a Ela recorrem e que ainda hoje chora as loucuras dos pobres pecadores. Nossa Senhora das Lágrimas é ainda aquela mulher forte que soube aconselhar os discípulos, fortificando a Igreja nascente, dando ânimo e assistência aos apóstolos, para firmes na fé darem sua vida por Jesus.

Esse novo nome, significando as virtudes, os méritos e a compaixão de Maria, em união com os méritos e a paixão de Jesus, vem apenas confirmar a devoção a Nossa Senhora das Dores, já secular e aprovada na Igreja, da qual as Lágrimas são a sua máxima expressão.

Campinas, 20-2-34+ FRANCISCO, Bispo de Campinas